Transformação Digital: o que você precisa para liderar a transformação digital na sua empresa

Meu último artigo foi sobre o tema Transformação Digital, assim como o webinar que conduzi na semana passada com a ilustre participação do meu amigo Fabio Camara, cuja gravação estará disponível com exclusividade no portal www.transformacaodigital.com.

 

Mas haja assunto para falar a respeito de transformação digital…É algo com conteúdo quase inesgotável!

 

Como você está se posicionando diante desse assunto?

 

Você está preparado para se tornar um líder da Transformação Digital na sua empresa?

 

Quer saber se tem as competências necessárias?

 

Venha comigo! Hoje eu vou colocar os candidatos a líderes da transformação digital nas empresas para refletirem. E usarei como base o último livro do futurólogo Gerd Leonhard: “Technology vs Humanity”  (Tecnologia X Humanidade), ótima referência a respeito.

 

Impacto da transformação digital

Antes de falarmos da transformação digital de nossas empresas, vamos olhar para o mundo ao nosso redor e constataremos que o impacto de Inteligência artificial e da automação vai ser maior que o da globalização, já que tudo indica que o nosso futuro será uma combinação de humanos e computadores:

 

  • A dependência da automação está fazendo pilotos se esquecerem de como pilotar os aviões. Nos EUA os órgãos responsáveis pela avaliação (DoT e FAA) já constataram a imperícia dos pilotos atualmente, até em casos de acidentes como no vôo 214 da Asiana Airlines em Julho de 2013;
  • Todos os empregos que envolvem repetição ou tarefas rotineiras estão sendo substituídos por maquinas (cobradores de ônibus, caixas de supermercado, etc.);
  • Praticamente ninguém dirige veículos nas ruas hoje sem o apoio de GPS e aplicativos como Waze e Google Maps;
  • Os celulares/smartphones são os novos “cigarros”, pois geram dependência das pessoas ficarem conectadas o tempo todo;
  • O Amazon Echo, torre-assistente-caixas de som que está se tornando um dispositivo de sucesso, fica ouvindo o tempo todo o que as pessoas fazem e aprendem com isto;
  • Câmeras, rastreadores e redes sociais estão acabando com a privacidade das pessoas;
  • Roupas e dispositivos estão ficando conectados, através da Internet das Coisas (IoT);
  • As máquinas estão aprendendo e os dispositivos utilizando inteligência artificial estão se popularizando. Vide as assistentes virtuais dos maiores fabricantes, como a Siri da Apple, a Cortana da Microsoft ou o recém-lançado da Google;
  • O Supercomputador IBM Dr. Watson está superando disputas com humanos em vários testes, desde jogos, medicina e até advocacia;
  • A Google está dedicando muito tempo e recursos para um projeto denominado “The Global Brain” onde pretende ser o sistema operacional de todos humanos, que servirá de base para tudo;
  • Elon Musk, fundador da Tesla, Paypal e SpaceX, tem como um de seus projetos a integração entre cérebros e computadores;
  • E muito mais…

 

Bem…Até aqui a impressão é que os seres humanos serão dominados pelas máquinas, raciocinando em “bits e bytes”, não é?

Realmente a preocupação é pertinente, tanto que em 2015, 1153 investigadores das áreas da IA/Robótica e 2205 cientistas de outras áreas conexas, organizados através da FLI (The Future of Life Institute), que tem como missão não só catalisar e apoiar a investigação e as iniciativas que visam “salvaguardar” a humanidade face a possíveis prejudiciais utilizações das (mais) novas tecnologias, mas também antecipar os seus principais desafios, se reuniram em Asilomar, na Califórnia para discutirem o tema em profundidade.

 

Deste evento, resultou um documento, conhecido como “os 23 Princípios de Asilomar”, que são baseados nos seguintes pilares de sustentação:

  • Valores humanos: todos os sistemas deverão ser desenvolvidos e operados para serem compatíveis com os ideais de dignidade humana, direitos, liberdades e diversidades culturais
  • Benefícios compartilhados e Prosperidade: para beneficiar e empoderar a maior quantidade possível de pessoas
  • Pensamento ecossistêmico: questões éticas, econômicas e da sociedade devem ser incluídas
  • Responsabilidade: aqueles que desenham e constroem estes sistemas devem ser os pilares morais de sustentação

 

Há uma verdade absoluta, dentro deste contexto: Algoritmos fazem melhor que humanos apenas o que pode ser automatizado. O que exige intuição, sentimento, inteligência emocional, subjetividade não!

 

Gerd Leonhard criou um termo para diferenciar o ritmo dos computadores, que conhecemos como algoritmo, do ritmo dos humanos, que ele batizou de “androritmo”. E eles são MUITO diferentes. E por que não,  COMPLEMENTARES?

 

Exemplo recente de transformação digital

Quer um exemplo recente de transformação digital? – O overbooking da United Airlines, que foi tratado pelo sistema da empresa, oferecendo uma compensação para aqueles que desistissem do voo que não interessou a ninguém. A partir daí o sistema sorteou quem deveria sair do avião. E foi aquela confusão com um passageiro oriental que teve que ser arrancado à força pela segurança, se machucou e teve seu vídeo viralizado pela internet. Conclusão: a United perdeu bilhões de dólares nas suas ações e prejuízo de imagem.

 

O fato é que o maior fator de sucesso das empresas não é a tecnologia. Mas as ideias apoiadas pela tecnologia.

 

 “Imaginação é mais importante do que conhecimento” (Einstein)

“Não é a tecnologia que muda o mundo mas os sonhos por trás das tecnologias” (Jack Ma-Alibaba)

 

Daqui para a frente isto ainda será mais importante, pois os computadores irão dominar o conhecimento pois já podem ler até 20 milhões de livros por minuto. Mas a imaginação é só pra humanos.

 

Os computadores devem ser eficientes sim, por concepção. Mas não se deve esperar o mesmo dos humanos! Precisamos que os talentos que só os humanos podem ter, sejam preservados.

 

Sendo assim as pessoas deverão se desenvolver exponencialmente, mas focadas nas competências que somente os humanos podem ter. Portanto o investimento em pessoas está se tornando tão importante – ou mais – quanto em tecnologia.

 

E as empresas vão necessitar, cada vez mais, de pessoas exponenciais. São elas que, ao se posicionarem, definirão o valor futuro das organizações a que pertencem.

 

E não serão as pessoas que utilizam praticamente o tempo todo o lado esquerdo do cérebro: os talentos-chave do futuro serão essencialmente humanos, como a inteligência emocional.

 

Será cada vez mais necessária para as pessoas e profissionais do futuro uma visão holística, que inclui construção de ecossistemas balanceados, combinando humanos e máquinas, aceitando interdependências e analisando o impacto das ações planejadas. Isso é essencial para a transformação digital.

 

Lembremos que toda a tecnologia é neutra até os humanos a aplicarem em algo. E isto significa que toda tecnologia pode ser usada para o bem ou por mal.

 

Os líderes do futuro terão que ter a consciência de que as tecnologias exponenciais, como “IoT”, não são apenas para aumento de eficiência. Elas causam transformação na sociedade e, portanto, a forma que viveremos. Nesta direção um dos conceitos mais importantes será a Ética. Lembre-se disso para fazer parte da transformação digital na sua empresa.

 

Entramos na Era da Ética Digital, onde tudo é interdependente. Nosso cérebro e corpo conectados, nossos genes sendo analisados.

 

  “Ética é saber a diferença entre o que você tem o direito (ou o poder) de fazer e o que é o certo a ser feito.” (Gerd Leonhard a partir do conceito do juiz Potter Stewart, da Suprema Corte Americana do século passado)

 

Uma gestão mais inteligente de uma empresa será ética, e saberá dosar proatividade com precaução, o que será essencial neste novo contexto futuro.

Você concorda com este conceito?

Será que precisaremos criar um “Conselho Mundial de Ética” para gerir tudo isto?

E o profissional do futuro? O líder da Transformação Digital? Que qualidades precisará desenvolver?

 

Uma pesquisa descreveu as 10 qualidades/talentos que serão mais procuradas nos profissionais até 2020:

1)     Capacidade de resolver problemas complexos

2)     Raciocínio crítico

3)     Criatividade

4)     Gestão de pessoas

5)     Coordenação com outros

6)     Inteligência emocional

7)     Capacidade de julgar e tomar decisão

8)     Orientação a serviços

9)     Negociação

10)   Flexibilidade Cognitiva

 

Eu concordo. E você? O que acha?

Está preparado? Precisa se preparar mais? 

Eu convido você a ser um parceiro meu como AGENTE DE INOVAÇÃO e LÍDER DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL!

E vamos fazer de tudo para que este novo mundo digital seja formado por pessoas do bem, vivendo em paz e harmonia, com muito amor no coração.

Se não for desta maneira, não vale a pena.

Para mim não vale. E espero que você pense como eu!

Espero que tenha ajudado você a pensar um pouco fora da caixa. Caso tenha alguma dúvida, queira trocar algumas ideias ou ainda, necessite de algum apoio dentro da minha expertise, deixe seu comentário no artigo/blog ou entre em contato comigo pelos meus canais que será um prazer ajudá-lo.

Se você for um empresário ou Gestor de TI, comece identificando se a sua empresa possui problemas como os descritos em nosso guia preparado especialmente para você: clique aqui para baixar um guia com os problemas de TI mais encontrados nas empresas.

Aproveito a oportunidade para convidá-lo a assistir a mais uma edição do meu Webinar Gratuito – Como se tornar um Gestor de TI Estratégico que comandarei no dia 6 de julho, às 11h, clique aqui e faça parte da transformação digital na sua empresa.

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Renato Grau

renatograu@innovision.com.br

www.innovision.com.br

Tel: +55 11 2789-9944

 

Empreendedor, Empresário e Consultor especialista em Tecnologia e Negócios para o mercado corporativo;

Fundador e CEO da Innovision, empresa de tecnologia com 20 anos de mercado;

Engenheiro Eletrotécnico formado pela Escola de Engenharia Mauá;

Sócio fundador e membro do Conselho de Administração do ITESCS (Instituto de Tecnologia de São Caetano do Sul), onde ocupou, pelos biênios 2012-2013 e 2014-2015, o cargo de Presidente;

Criador do Arranjo Produtivo Local das Empresas de TIC de São Caetano do Sul e Região;

Membro do COMDEC (Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico) de São Caetano do Sul em 2013-2016

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